Nem toda Nogueira Preta é igual – O detalhe essencial na Terapia Clark

Nos últimos anos, tenho observado um crescimento significativo no interesse por abordagens naturais relacionadas com o equilíbrio do organismo e a saúde intestinal.

Paralelamente, muito se tem falado sobre a desparasitação e a sua importância no contexto da saúde integrativa. Cada vez mais pessoas procuram compreender melhor o papel que determinados parasitas podem desempenhar no organismo e de que forma estratégias naturais podem contribuir para o equilíbrio do terreno biológico.

Dentro deste contexto, várias plantas têm sido tradicionalmente utilizadas em protocolos fitoterapêuticos, sendo a chamada nogueira preta uma das mais frequentemente mencionadas.

No entanto, existe um detalhe fundamental que muitas vezes passa despercebido: nem todas as espécies de nogueira são iguais, e a identificação correta da planta pode fazer uma diferença significativa quando falamos de protocolos tradicionais.

Nos estudos e protocolos desenvolvidos pela investigadora Dra. Hulda Clark, a espécie de nogueira utilizada não é qualquer uma. Trata-se especificamente da Juglans nigra, conhecida como nogueira preta americana.

A Terapia Clark, desenvolvida por Hulda Clark, descreve a utilização de determinadas plantas como parte de protocolos naturais destinados ao apoio do organismo.

Entre essas plantas encontra-se a nogueira preta (Juglans nigra), que é mencionada nos seus estudos como uma das plantas tradicionalmente utilizadas em protocolos relacionados com o equilíbrio intestinal.

É importante compreender que a autora referia especificamente a espécie Juglans nigra, e não outras espécies de nogueira. Embora existam várias espécies dentro do género botânico Juglans, nem todas apresentam a mesma composição fitoquímica ou as mesmas aplicações na fitoterapia.

A confusão comum com a Juglans nigra vs. Juglans regia

Uma situação relativamente comum no mercado de suplementos é a utilização da espécie Juglans regia, conhecida como nogueira comum europeia, como pode observar na imagem acima, é possível identificar a diferença entre as duas espécies.
A nogueira com a casca escura e rugosa corresponde à Juglans nigra, enquanto a nogueira comum consumida em Portugal corresponde à Juglans regia.

Esta é a árvore que produz as nozes habitualmente consumidas na alimentação.
Embora pertença ao mesmo género botânico, a Juglans regia apresenta características diferentes da Juglans nigra.

Nos trabalhos e protocolos descritos por Hulda Clark, a espécie Juglans regia não é mencionada como a espécie utilizada nos protocolos relacionados com a eliminação de parasitas.
Por esse motivo, quando suplementos utilizam Juglans regia em vez de Juglans nigra, o produto pode não corresponder à preparação descrita nos protocolos da Terapia Clark.

Este é um detalhe que muitas vezes não é explicado ao consumidor e que pode fazer toda a diferença na compreensão do produto utilizado.

Porque a casca verde da Juglans nigra é considerada a parte mais importante?

Outro ponto frequentemente referido nos trabalhos de Hulda Clark é a importância da parte da planta utilizada.
Nos protocolos descritos na Terapia Clark, não é utilizada a noz madura, mas sim a casca verde que envolve o fruto ainda imaturo.

Esta parte da planta é conhecida como green walnut hull.
Durante esta fase, quando o fruto ainda se encontra verde, a casca apresenta naturalmente uma maior concentração de determinados compostos, entre os quais se destacam:

  • juglona
  • taninos
  • compostos fenólicos
  • substâncias com propriedades adstringentes

Segundo a literatura fitoterapêutica tradicional, estes compostos estão associados a propriedades que podem contribuir para o equilíbrio intestinal e para o suporte do organismo.

Por essa razão, muitas preparações tradicionais utilizam a casca verde fresca da Juglans nigra para a produção de extratos ou tinturas.

A importância da qualidade dos suplementos

Outro aspeto importante referido nos trabalhos da Drª Hulda Clark diz respeito à qualidade das matérias-primas utilizadas nos suplementos.

Na sua abordagem, a eficácia de qualquer protocolo fitoterapêutico não depende apenas da planta utilizada, mas também da qualidade do produto final.

Entre os critérios frequentemente mencionados encontram-se:

  • utilização da espécie botânica correta (Juglans nigra)
  • utilização da casca verde do fruto ainda imaturo
  • colheita da planta no momento adequado
  • processos de preparação que preservem os compostos naturais
  • ausência de contaminantes ou substâncias indesejáveis

Estes fatores são considerados importantes para garantir que o produto mantém as características associadas às preparações tradicionais.

Como identificar um suplemento de nogueira preta de qualidade

Ao escolher um suplemento à base de nogueira preta, é importante prestar atenção a um detalhe simples, mas muitas vezes ignorado: o nome botânico indicado no rótulo.

Sempre que possível, recomendo verificar se o suplemento identifica claramente a espécie utilizada, na minha prática clínica procuro utilizar preparações que respeitem estes critérios.

Pode ver um exemplo aqui: https://naterra.com.pt/produto/tintura-de-nogueira-preta-extra-forte-60ml-terapia-clark/
Tem nas versões de 60ml e 120ml.

No contexto da Terapia Clark, a espécie referida nos estudos da Hulda Clark é Juglans nigra.

Por outro lado, alguns suplementos utilizam Juglans regia, a nogueira comum europeia. Embora pertença ao mesmo género botânico, esta espécie não corresponde à planta mencionada nos protocolos descritos por Hulda Clark para este tipo de aplicação.

Além da espécie da planta, outro aspeto fundamental diz respeito à pureza e qualidade do suplemento.

A própria Hulda Clark enfatizava a importância de utilizar produtos com elevado grau de pureza e livres de substâncias potencialmente tóxicas.

Hoje em dia, muitos fabricantes realizam testes laboratoriais para avaliar a qualidade dos suplementos. No entanto, dentro da abordagem da Terapia Clark, também utilizamos ferramentas adicionais de avaliação.

Uma dessas ferramentas é o sincrometro, um aparelho desenvolvido pela própria Drª Hulda Clark, utilizado para investigação da presença de determinadas substâncias potencialmente indesejáveis que, por vezes, podem passar despercebidas em análises laboratoriais convencionais.

O sincrometro é considerado um instrumento extremamente sensível para identificar determinados compostos. Em alguns casos, pode detectar vestígios de substâncias utilizadas em processos industriais, como por exemplo álcool isopropílico, que é utilizado por alguns laboratórios durante processos de produção ou limpeza de equipamentos.

Dentro da abordagem da Terapia Clark, este tipo de substâncias é considerado indesejável, uma vez que podem representar um fator de toxicidade para o organismo.

No entanto, não me irei alongar mais sobre este tema neste artigo. Talvez num próximo artigo irei abordar com mais detalhe a importância da pureza dos suplementos e o papel do sincrometro na avaliação de possíveis contaminantes.

Com votos de saúde e bem-estar,
João Pedro, Ph.D.
Naturopata e Fitoterapeuta
ACSS (C-002907 e C-004738)

O presente conteúdo tem caráter informativo e baseia-se em princípios da naturopatia, fitoterapia, nutrição ortomolecular e nas investigações da Dra. Hulda Clark. Não substitui avaliação clínica, diagnóstico ou intervenção médica, devendo ser interpretado como complemento informativo.

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Este site tem um caráter informativo sobre a Terapia Clark. O conteúdo disponibilizado nesta página não constitui aconselhamento médico, mas sim orientações gerais no âmbito da naturopatia, Fitoterapia, nutrição ortomolecular e bioressonância. Recomenda-se que consulte seu médico para obter aconselhamento médico.

As recomendações aqui apresentadas não podem refletir necessariamente o consenso da medicina convencional. A elaboração desta página não se baseia em análises clínicas ou exames médicos. Para qualquer questão de natureza médica, você deve consultar o seu médico.

Os resultados classificados são fundamentados no exame e controle realizado com o sincronômetro, bem como nas investigações da Dra. Hulda Clark. Segundo os estudos da Dra. Clark, o sincronômetro é capaz de detectar vestígios de toxinas que, por serem muito pequenos, escapam à detecção laboratorial. No entanto, o sincronômetro não fornece resultados quantitativos sobre as substâncias apresentadas num produto, sendo essas informações obtidas exclusivamente através de análises laboratoriais.